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Sobre a vulnerabilidade

  • Foto do escritor: Pelos Poros
    Pelos Poros
  • 5 de fev. de 2018
  • 1 min de leitura

Atualizado: 1 de mar. de 2018

No nosso primeiro encontro trocamos um pouco sobre como nos relacionamos com nossa vulnerabilidade.


A vulnerabilidade e a coragem andam juntas. No instante em que afirmamos e reconhecemos nossa vulnerabilidade - pode confiar - esse é o momento em que estamos mais corajosos.


Somente quando sentimos a crueza da vulnerabilidade em nossos corações conseguimos verdadeiramente nos conectar com nossos semelhantes e com a nossa humanidade. Pema Chödrön

Pema Chödrön, monja budista, nos lembra que na medida em que conseguirmos ter acesso a nossa coragem para lidarmos com nossa vulnerabilidade estaremos mais próximos de nossa humanidade. Estar mais próximos de nossa humanidade requer um reconhecimento de que nós sangramos e se há sangue, há Vida. Me parece que quando afirmamos essa Vida estamos mais próximos de nos produzirmos de modo mais ativo frente às provocações cotidianas. Provocações, aqui, entendidas como acontecimentos que nos fazem tremer e balançar nossas estruturas, aparentemente, sólidas e estratificadas. Estar vulnerável e permitir a vulnerabilidade pode ser uma brecha, uma pequena abertura para que campos luminosos nos atravessem e nos mostrem outros modos, outras cores e outros meios para se mover na (com) a vida de uma maneira diferente.


Taísa Chehab


 
 
 

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